Todo dia ela faz tudo sempre igual
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Por Camila Rondon

Quarta-feira, Abril 23, 2008
Descobri que felicidade é silêncio. E só em momentos de tristeza é que consigo escrever. Mas tem que ser rápido porque logo me vejo feliz por voltar a escrever e tudo se perde. Então, resumindo, no dia que eu decidi ser feliz e, por notar minha fraqueza contra as infelicidades do mundo, eu me isolei. Notícias sobre infanticídios, escândalos políticos, besteiras ditas por presidentes, o meu e os dos outros – Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica que sempre precisará de ridículos tiranos?* - Enfim, tudo isso me abate de tal forma e me torna tão descrente na possibilidade de um futuro melhor que eu não quero mais ver. Mas, aí, eu olho para o quê? Não olho. E quem me vê se eu escolho não existir? Nem eu mesma. Então, felicidade é solidão. E aí já não é mais tão feliz assim, motivo desse texto.

Eu preciso de uma vez por todas aprender a existir apesar de tudo. Ser feliz apesar de tudo. Por que eu sou. Eu sou feliz. Mas eu perco força quando deixo esse sentimento sair de mim. Sabe o que eu preciso mesmo? De outras pessoas felizes. Você é feliz? Quer ser feliz? Sim, porque tem gente que não quer. Você acha que o mundo tem jeito? Melhor, você quer mudar o mundo? Me liga!


* Podres Poderes, música de Caetano Veloso, 1984. “Será, será que será que será que será? Será que essa minha estúpida retórica terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?”

Camila Rondon


posted by Camila Rondon 11:18 AM
. . .
Comentários:


. . .